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DIABETES

Da necessidade de um diagnóstico em tempo útil

É hoje consensual que um diagnóstico precoce bem como o início atempado da terapêutica indicada são fundamentais no controlo da diabetes.

Ora, sabendo nós que mais de 40% dos casos não estão diagnosticados, compreende-se a importância e a dificuldade da tarefa que está à nossa frente.

Apesar de toda a divulgação e, inclusive, rastreios, com frequência crescente, embora nem sempre da forma mais curial e assertiva, o facto de esta patologia ter uma evolução lenta e silenciosa faz com que o diagnóstico se faça na maioria das vezes tardiamente, não raro, apenas aquando de uma outra afeção ou complicação.

Então, o que podemos fazer?

A resposta não é fácil. Creio que as práticas que vêm sendo seguidas estão longe de ser as mais indicadas para além de serem, geralmente, medidas avulso sem obedecerem a um plano conjunto com objetivos bem definidos.

Permitia-me chamar a atenção para alguns pontos que julgo passíveis de serem implementados sem que para tal se exijam grandes investimentos, para além das imprescindíveis campanhas no sentido de correção dos erros alimentares (v.g. alimentação mediterrânica) e do exercício físico, muito em particular, entre os grupos etários mais jovens.

Em primeiro lugar, impõe-se todo um plano de divulgação centrado na imperiosidade de após os 45-50 anos de idade considerar como "obrigatório" a realização de um simples teste/ determinação da glicemia capilar (vulgo picadinha no dedo) preferencialmente cerca de duas horas após uma refeição (pequeno almoço, almoço). De extrema simplicidade, praticamente indolor, de resultado imediato, realizável nos centros de saúde, farmácias, associação diabéticos, etc. O resultado deverá ser facultado em impresso próprio, autenticado, informando-se o utente da normalidade ou não do resultado obtido e em caso de um valor elevado aconselhar consulta médica em tempo útil. O procedimento deverá ser repetido nos anos subsequentes.

Seria, também, fundamental uma prática sistemática por parte dos médicos de família no sentido de convocarem os utentes inscritos diretamente ou por intermédio de familiar e proceder como no ponto anterior- o que não implica consulta médica!

Por último, mas não menos importante, levar a cabo campanhas de rastreio devidamente programadas e integradas num plano regional, em particular em locais mais afastados dos centros populacionais, com um necessário envolvimento das juntas de freguesia, dando especial atenção a pessoas com carga hereditária marcada, e/ou excesso ponderal.

  Estas simples medidas, entre outras, devidamente articuladas, teriam, sem dúvida, resultados a curto prazo de que muito viria a beneficiar um número expressivo de diabéticos ainda não diagnosticados. Por outro lado, e fundamentalmente, esta prática aprofundada, testada e corrigida, poderia constituir um complemento primeiro de todo um programa da luta contra a diabetes queteremos(!)que incentivar, no Algarve.

  Cremos, por outro lado, que, naturalmente em articulação com a ARS, o empenho das autarquias será imprescindível para levar a cabo esta iniciativa.

Este mais um repto que a A.E.D.M.A.D.A. (Associação de Diabetes do Algarve) lança à sociedade civil e aos responsáveis pela saúde na nossa Região.

Eurico D. Gomes

Presidente da Direção da A.E.D.M.A.D.A. - (IPSS – área da saúde)

Diretor Clínico da Clínica de Diabetes da A.E.D.M.A.D.A.

Faro, 22 de Janeiro de 2015

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